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PREVENÇÃO - Dicas
Drogas! um grito em  família!
INICIALMENTE a maioria dos pais tenta resolver o problema sem pedir ajuda a ninguém. Envergonhados, evitam os amigos. Obcecados, passam a seguir o jovem, numa tentativa desesperada de evitar seu contato com más companhias. Sem saída, submetem-se a humilhações. Mas o caminho solitário não leva a nada. Só com apoio especializado, e ajuda de Deus, os pais podem se fortalecer para, efetivamente, contribuir para recuperação de seus filhos.

A PRIMEIRA REAÇÃO costuma ser de negação. Os pais não percebem, ou não querem perceber, o que está acontecendo. Querem se convencer que não é verdade e acabam se deixando manipular. Quando a realidade se impõe, começa uma verdadeira via-crúcis, que pode se arrastar por longos e penosos anos de lágrimas, ameaças e medo. Os pais tentam cercear a liberdade do filho, vigiam seus passos, suas amizades, ouvem seus telefonemas, revistam suas gavetas. O dependente nega , faz promessas, mas entra cada vez mais no submundo da droga.

O que fazer?
O POR QUÊ DO USO...??? A dependência química tem um tremendo impacto sobre os familiares mais próximos, que costumam se sentir culpados pelo fato de um de seus membros usar drogas. A verdade, porém , é que as causas desse problema são múltiplas e extrapolam o limite familiar.
A ansiedade, o sentimento de inferioridade, de dependência ou rejeição, a insegurança, normalmente originam-se das vivências familiares. A incompreensão, o desinteresse pelo que o jovem está fazendo, a falta de diálogo em casa, o rompimento de relações e as desavenças com os pais e irmãos levam o jovem a procurar uma turma onde se sinta apoiado e para isto aceita as drogas, e se liga cada vez mais a seu grupo de amigos.

ESTÁ CLARO também que existem inúmeras motivações para o uso de algum tipo de droga, tanto de ordem psicológica, física e até psicopatológica.
Há também o fator sócio-econômico-cultural que mostra a relação de um povo com a sua droga, de acordo com os pressupostos culturais, econômicos e sociais vigentes. Há ainda outro fator que contribui imensamente para o uso e abuso das drogas: a falta da espiritualidade cristã.

CONSEQÜÊNCIAS...??? Sinônimo de escravidão, a dependência química leva a pessoa a perder o amor próprio, o respeito por si mesma e também a distanciar de tudo o que poderia lhe fazer bem. De outra parte, os pais tendem a se retrair, evitar falar com parentes e até atender telefonemas. Não querem que ninguém saiba o que está acontecendo,o inferno que estão vivendo dentro de casa. Surge muita violência no ambiente familiar, separação dos pais, saída dos irmãos, e do próprio dependente da casa. Os pais reclamam, gritam, mas também encobrem, protegem e defendem o filho de todas as conseqüências advindas do uso de drogas. Sem querer acabam funcionando como facilitadores do vício. Quando os adolescente deixam rastros, estão passando uma dupla mensagem. Ao mesmo tempo que desejam ser policiados, pedem socorro.

FAMÍLIA: COMEÇO, MEIO E FIM DO PROBLEMA
CO-DEPENDENTE, EU...??? Tal pergunta de familiares de dependentes é comum. Eles não só acham que o problema é só dele, como querem mudar seu comportamento e acham que podem consegui-lo. Porém, o jovem precisa da droga e os pais precisam dele, sempre de uma maneira compulsiva, crescente, doentia. Tudo passa a girar em torno do dependente químico. E nesse sentido é essencial que os familiares também ficam doentes, tanto quanto o próprio dependente. A dependência química não é contagiosa, mas não há dúvidas de que é contagiante. A isso se chama co-dependência. Só quando os pais começam a entender isso, é que passam a ter condições de ajudar. E, para isso precisam de orientação.

É IMPOSSÍVEL deixar de sentir dor, incerteza e preocupação. Mas é fundamental parar de se culpar e tentar modificar o comportamento do jovem. E, quando a família se engaja no tratamento, as possibilidades de sucesso aumentam muito.

QUANDO AJUDAR...??? Precisamos reconhecer que a princípio não é fácil convencer um dependente do seu estado de dependência e necessidade de ajuda. Em geral, é necessário muito diálogo, confrontá-lo com a realidade, e às vezes até mesmo colocá-lo sob pressão. É o que se chama de "intervenção".
Normalmente são horas muito duras para ambos os lados. Mas tal momento é importante e decisivo. Noutras situações o dependente só aceita ser ajudado quando todas as portas se fecham. Depois que perdem emprego, escola, amigo e família e chega ao fundo do poço. Enquanto os pais tentam evitar essas perdas, nada vai mudar. Desligar-ser emocionalmente não significa deixar de olhar, de cuidar e até mesmo de sofrer pelo seu filho, e sim, deixar de pagar o custo de seu prazer.

À medida que a família vai se fortalecendo, o peso tende a ficar mais leve. Para tanto, é preciso adotar uma postura nova, mais firme e independente. Tamanha reformulação não se dá de uma hora para outra. Para ajudar existem grupos de apoio e técnicas terapêuticas direcionadas à família. A experiência demonstra que, a partir daí, muitos dependentes químicos começam a pensar em buscar ou aceitar algum tipo de tratamento mais efetivo para si. Não desesperar nas recaídas. Amar é recomeçar sempre, e para isso precisamos do amor e do poder de Deus.

ASSIM COMO acontece em relação ao alcoolismo, a recuperação do dependente em outros tipos de drogas só ocorre quando eles se afastam por completo delas, por isso a necessidade da internação. É essencial também que o dependente queira realmente se recuperar. Uma vez internado, em contato com pessoas que tenham histórias semelhantes à sua, o dependente verá até que ponto chegou " seu prazer". Entenderá que precisa reformular seu estilo de vida, de maneira consciente e verdadeira. Paralelamente também a família deverá buscar assistência e tratamento de sua co-dependência.
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